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Chuva pode superar 100 mm no Paraná, em Minas e no Rio até dia 21

Paraná, Zona da Mata mineira e áreas do Rio podem acumular mais de 100 mm até 21 de setembro. Espírito Santo fica fora do núcleo de maior precipitação.

Tiago Francisco de Jesus14/09/20264 min de leitura
Chuva pode superar 100 mm no Paraná, em Minas e no Rio até dia 21
Imagem ilustrativa gerada por IA

Espírito Santo fica fora do núcleo de maior precipitação, enquanto o sul da Bahia deve registrar volumes mais baixos; previsão pode mudar ao longo da semana

Por Redação Valor do Agro

Áreas do Paraná, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro podem acumular mais de 100 milímetros de chuva entre 14 e 21 de setembro de 2026. Os maiores volumes previstos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estão concentrados nas Regiões Sul e Sudeste.

No Paraná, a chuva mais volumosa deve atingir Curitiba e a região metropolitana, o litoral e áreas centrais e oeste do estado. No Sudeste, o destaque é para o Campo das Vertentes e a Zona da Mata, em Minas Gerais, além das regiões Serrana e Norte Fluminense, no Rio de Janeiro.

Os dados fazem parte do Informativo Meteorológico nº 37/2026, elaborado com base no modelo numérico de previsão do Inmet.

Os valores representam o total projetado para toda a semana. Portanto, a indicação de mais de 100 mm não significa necessariamente que esse volume cairá em apenas um dia. A distribuição da chuva pode variar entre municípios e sofrer alterações nas atualizações diárias dos modelos.

Espírito Santo não está no núcleo mais chuvoso

O Espírito Santo não aparece entre as áreas com previsão de acumulados superiores a 100 mm. Para as demais áreas do Sudeste que estão fora dos principais núcleos de instabilidade, o Inmet indica possibilidade de chuvas isoladas e volumes semanais próximos de 10 mm.

A previsão de temperatura, entretanto, mostra diferenças importantes dentro do território capixaba. No sul do estado, as mínimas podem variar entre 10°C e 12°C, enquanto as máximas não devem passar de 26°C.

No centro-norte do Espírito Santo, a tendência é de temperaturas mais elevadas. O boletim não apresenta uma estimativa individual para cada município, o que exige o acompanhamento da previsão local, principalmente em propriedades com irrigação, lavouras em florada ou atividades de colheita e secagem.

Boletim apresenta diferença nos volumes da Bahia

Na Bahia, a chuva deve se concentrar principalmente na faixa litorânea. O resumo nacional do Inmet indica acumulados máximos próximos de 20 mm, enquanto o detalhamento regional aponta cerca de 10 mm para o sul baiano e até 5 mm no litoral leste.

Diante da divergência dentro do próprio boletim, a referência mais prudente para o sul da Bahia é uma faixa entre 10 e 20 mm ao longo da semana. Os valores podem variar entre localidades e devem ser atualizados conforme a aproximação dos eventos de chuva.

No interior do Nordeste, a expectativa é de predomínio de tempo estável, sem precipitações expressivas.

Paraná concentra maior volume na Região Sul

A semana começou instável no norte do Paraná, especialmente nas regiões de Maringá e Londrina. Depois de um intervalo com maior estabilidade, a chuva deve retornar no fim de semana e alcançar os três estados do Sul.

No Paraná, os acumulados podem superar 100 mm em Curitiba e região metropolitana, no litoral e nas áreas central e oeste.

Em Santa Catarina, a previsão indica mais de 70 mm nas regiões de Joinville e Criciúma e ao longo do litoral, incluindo Florianópolis.

No Rio Grande do Sul, a maior parte da semana deve ter chuva isolada e volumes menores. A instabilidade tende a aumentar nos dias 19 e 20 de setembro na região da Lagoa dos Patos e em Pelotas. No dia 21, o oeste gaúcho, incluindo áreas próximas a Uruguaiana, São Borja e Alegrete, pode receber cerca de 60 mm.

Minas e Rio podem ultrapassar 100 mm

Em São Paulo, a instabilidade atinge inicialmente áreas como Itapeva, Ourinhos, Bauru, Marília e Presidente Prudente, além da capital, do Litoral Norte, do Vale do Ribeira e do Vale do Paraíba.

Ao longo da semana, a chuva mais volumosa deve avançar principalmente sobre a Zona da Mata mineira, a Região Serrana do Rio de Janeiro e o Norte Fluminense. Nessas áreas, o acumulado semanal pode passar de 100 mm.

Para produtores rurais, volumes elevados podem reduzir as janelas disponíveis para colheita, secagem, pulverização e movimentação de máquinas. O risco depende da intensidade, da duração da chuva, da drenagem e da umidade anterior do solo.

Na cafeicultura, chuvas frequentes ou intensas durante o florescimento podem favorecer problemas como podridão floral e diminuir a eficiência de tratamentos fitossanitários. Em áreas ainda envolvidas com colheita, a precipitação pode dificultar o acesso às lavouras e a secagem dos grãos, conforme avaliação agroclimática publicada pelo Inmet para setembro.

No Paraná, o excesso de umidade também pode interferir na colheita das culturas de inverno e no preparo do solo para o início da safra de soja.

Amazonas pode receber mais de 80 mm

Fora do Sul e do Sudeste, o maior volume está previsto para o oeste do Amazonas, especialmente na região de São Gabriel da Cachoeira, onde os acumulados podem superar pontualmente 80 mm.

Na área central do estado, a estimativa é de aproximadamente 30 mm. Nas demais áreas da Região Norte, podem ocorrer chuvas isoladas, geralmente com acumulados de até 5 mm.

No Centro-Oeste, o principal núcleo de chuva deve ficar no sul de Mato Grosso do Sul, sobretudo próximo a Dourados, com volumes em torno de 50 mm. Também existe possibilidade de chuva isolada no sul de Goiás, enquanto as demais áreas devem permanecer mais estáveis.

Previsão semanal não substitui avisos meteorológicos

A previsão acumulada indica a tendência geral para o período, mas não substitui os avisos de curto prazo emitidos para chuva intensa, tempestades, ventos ou granizo.

Antes de programar pulverizações, colheitas, secagem ao ar livre e deslocamento de máquinas, a recomendação é consultar a previsão municipal e os avisos atualizados do Inmet. Mudanças no posicionamento dos sistemas meteorológicos podem alterar tanto os volumes quanto as áreas atingidas.

Fonte e transparência

Matéria elaborada pela Redação Valor do Agro com base no Informativo Meteorológico nº 37/2026 e na previsão agroclimática de setembro do Instituto Nacional de Meteorologia. Fontes consultadas em 14 de setembro de 2026. Os volumes apresentados são projeções de modelos meteorológicos e podem ser atualizados.

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