Preço do mamão formosa sobe 51% na Bahia, enquanto havaí recua 17%
Mamão formosa sobe 51% e chega a R$ 4/kg na Bahia, enquanto o havaí recua 17%. Chuvas em Eunápolis e Teixeira de Freitas elevam o risco de doenças nas frutas.

Diferença na oferta das variedades amplia distância entre as cotações; excesso de chuva no sul baiano pode afetar a qualidade das frutas
O mercado de mamão encerrou a última semana de julho com movimentos opostos nas principais variedades comercializadas na Bahia. Entre os dias 27 e 31 de julho, o mamão formosa manteve a trajetória de valorização, enquanto o havaí registrou nova queda.
Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o mamão havaí dos calibres 12 a 18 foi negociado, em média, por R$ 2,21 por quilo, redução de 17% em comparação com a semana anterior.
Já o mamão formosa alcançou o preço médio de R$ 4 por quilo. A cotação representa uma expressiva valorização semanal de 51% e amplia a diferença de preços entre as duas variedades.
Menor oferta sustenta valorização do mamão formosa
O comportamento das cotações está relacionado principalmente à disponibilidade das frutas nas regiões produtoras.
No caso do formosa, a oferta permanece controlada. A intensificação da colheita ocorrida nos meses anteriores reduziu o volume disponível para comercialização, fortalecendo a procura e favorecendo preços mais elevados.
Nas lavouras de mamão havaí, o cenário é diferente. O aumento da oferta tem ampliado a disponibilidade da fruta no mercado e pressionado os valores pagos aos produtores.
A diferença indica que as cotações devem continuar respondendo ao ritmo de colheita e à quantidade de frutas colocadas à venda em cada praça produtora.
Chuvas preocupam produtores no sul da Bahia
As condições climáticas também passaram a exigir atenção. A previsão de chuvas acima da média em Eunápolis e Teixeira de Freitas, importantes polos agrícolas do extremo sul baiano, pode afetar a qualidade do mamão nas próximas semanas.
A permanência de um ambiente quente e úmido favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas, principalmente a antracnose e a mancha-chocolate. Esses problemas podem causar lesões nas frutas, reduzir o período de conservação e comprometer o valor comercial da produção.
Caso as chuvas persistam, perdas de qualidade poderão limitar novas altas nas cotações, inclusive em um cenário de menor oferta. O acompanhamento das lavouras e o reforço do manejo fitossanitário serão fundamentais para reduzir os riscos.
Nas próximas semanas, o mercado deverá continuar influenciado pela disponibilidade de cada variedade, pela qualidade das frutas e pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras da Bahia.
Fonte: Hortifrúti/Cepea, com informações meteorológicas da Climatempo.
