Produtividade do cacau no Espírito Santo cresce 296% em dez anos
Produtividade do cacau no Espírito Santo cresceu 296% entre 2014 e 2024. Mesmo com redução da área colhida, a produção alcançou 12,16 mil toneladas.

Mesmo com redução da área colhida, produção capixaba avançou de 4,3 mil para 12,16 mil toneladas entre 2014 e 2024
A produtividade do cacau no Espírito Santo cresceu 296% ao longo de uma década e permitiu ao Estado alcançar uma das maiores safras de sua história recente. O avanço ocorreu mesmo com a redução da área destinada à colheita.
Entre 2014 e 2024, a área colhida diminuiu de 22 mil para 15,7 mil hectares, uma redução de aproximadamente 28,6%. No mesmo período, o rendimento médio passou de 195 para 771 quilos por hectare.
Com o ganho de eficiência nas lavouras, a produção capixaba aumentou de 4,3 mil toneladas, em 2014, para 12,16 mil toneladas em 2024. O volume é quase três vezes superior ao registrado dez anos antes.
Produtividade do cacau quase quadruplica no Espírito Santo
A evolução da produtividade do cacau capixaba ganhou força a partir de 2018. Naquele ano, o rendimento médio chegou a 613 quilos por hectare, estabelecendo um novo patamar para a atividade no Estado.
O salto mais expressivo da produção também ocorreu entre 2017 e 2018, quando o volume colhido cresceu 53%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produtividade e pela utilização de manejos mais tecnificados nas propriedades.
Nos anos seguintes, o rendimento permaneceu em níveis elevados. A maior produtividade da série foi registrada em 2023, com 778 quilos por hectare.
Em 2024, o indicador apresentou um pequeno recuo e ficou em 771 quilos por hectare. Apesar da redução, esse foi o segundo melhor resultado do período analisado.
Produção cresce mesmo com área menor
Os números mostram que o crescimento da produção de cacau no Espírito Santo foi sustentado principalmente pelo melhor aproveitamento das áreas cultivadas.
Em dez anos, o Estado reduziu em 6,3 mil hectares a área colhida, mas acrescentou aproximadamente 7,86 mil toneladas à produção anual.
Esse cenário reforça a importância da produtividade para a expansão sustentável da cacauicultura. Com maior rendimento por hectare, o produtor consegue ampliar a produção sem depender necessariamente da abertura de novas áreas.
O desempenho também está relacionado ao avanço das técnicas de manejo, da assistência técnica, da renovação das lavouras e do uso de tecnologias no campo.
Linhares concentra 68,4% do cacau produzido no Estado
A produção capixaba de cacau está fortemente concentrada no Norte do Espírito Santo. Linhares lidera o ranking estadual e respondeu por 68,4% de todo o volume colhido em 2024.
O município produziu 8.321 toneladas, consolidando-se como o principal polo da cacauicultura capixaba.
Colatina aparece na segunda posição, com 584 toneladas. Em seguida estão Rio Bananal, com 543 toneladas; São Mateus, com 542 toneladas; e Águia Branca, com 232 toneladas.
Juntos, os cinco principais municípios produziram 10.222 toneladas, correspondentes a aproximadamente 84% da safra estadual de 2024.
Cacau fortalece a agricultura do Norte capixaba
Além de Linhares, municípios como Rio Bananal e São Mateus demonstram a importância da cacauicultura para a diversificação das propriedades rurais do Norte capixaba.
O crescimento da produtividade amplia a competitividade da atividade e favorece novas oportunidades de agregação de valor, especialmente na produção de amêndoas de qualidade, chocolates e outros derivados.
A manutenção desse desempenho dependerá da continuidade dos investimentos em manejo, renovação das lavouras, assistência técnica, controle fitossanitário e tecnologias adaptadas às condições de produção do Espírito Santo.
