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Escola rural de Jaguaré projeta produzir 2,4 toneladas de adubo por ano

Projeto de escola rural de Jaguaré reaproveita resíduos orgânicos em minhocário e prevê produzir 2,4 toneladas de composto por ano com participação de 130 estudantes.

Redação Valor do Agro23/09/20263 min de leitura
Escola rural de Jaguaré projeta produzir 2,4 toneladas de adubo por ano
Imagem ilustrativa gerada por IA

Novo minhocário envolve 130 estudantes, 115 famílias e agricultores no reaproveitamento de resíduos orgânicos gerados na escola e nas propriedades rurais.

A Escola Comunitária Rural Municipal São João Bosco, em Jaguaré, ampliou em 2026 um projeto que transforma restos de alimentos e outros resíduos orgânicos em composto utilizado na horta e no jardim da própria unidade.

Com a construção de um novo minhocário, a escola estima produzir aproximadamente 2,4 toneladas de composto orgânico por ano. A previsão considera três ciclos de quatro meses, o equivalente a cerca de 800 quilos por ciclo.

O material poderá ser utilizado em aproximadamente 2 mil metros quadrados. Segundo os registros do projeto, todo o resíduo orgânico produzido atualmente na escola é destinado à compostagem.

Resíduos da escola e das propriedades rurais

O processo começa na separação dos materiais. Na cozinha, são reservados os resíduos do preparo das refeições. Folhas, restos de capina e materiais recolhidos durante a limpeza dos espaços externos também seguem para o minhocário.

Durante as aulas práticas de Agropecuária, os estudantes ajudam a selecionar os resíduos e acompanham etapas como irrigação, revolvimento, decomposição, peneiração e aplicação do composto no solo.

Famílias e agricultores parceiros complementam o material com resíduos encontrados nas propriedades, entre eles palha de café, casca de arroz e munha de pimenta-do-reino, nome dado aos fragmentos e impurezas retirados durante o beneficiamento do produto.

A iniciativa atende 130 estudantes de seis turmas e alcança aproximadamente 115 famílias distribuídas por seis comunidades rurais.

Composto retorna para a horta escolar

Depois de processado no minhocário, o composto retorna ao solo da horta e do jardim. Parte dos alimentos cultivados na escola é aproveitada nas refeições servidas aos estudantes.

Esse percurso permite que os alunos acompanhem um ciclo completo: separação dos resíduos, decomposição, produção do composto, adubação do solo e cultivo de alimentos.

Além do manejo agrícola, as atividades ajudam a trabalhar conteúdos relacionados à fertilidade e à conservação do solo, decomposição da matéria orgânica e destinação de resíduos. O minhocário, portanto, funciona também como espaço de aprendizagem prática.

Estrutura foi reconstruída em 2026

O projeto começou a ser organizado em 2013, depois que a escola participou de uma Conferência do Meio Ambiente. A experiência levou professores e integrantes do Conselho de Escola a construírem o primeiro minhocário da unidade.

A estrutura precisou ser desativada durante as obras de reforma e ampliação realizadas entre 2024 e 2025. Em 2026, o minhocário foi reconstruído em uma área maior e considerada mais adequada para o processamento dos materiais.

A escola também passou a instalar novos recipientes e contêineres para facilitar a separação dos resíduos desde o momento em que são gerados.

O trabalho recebeu o segundo lugar no Prêmio Biguá de 2023. Posteriormente, também ficou na segunda colocação durante a primeira Feira de Ciências de Jaguaré.

Com o aumento da capacidade do minhocário, a escola pretende ampliar gradualmente o aproveitamento dos resíduos provenientes da cozinha, da limpeza, das aulas agrícolas e das propriedades parceiras.

Fonte e transparência: notícia produzida pela Redação Valor do Agro a partir de informações divulgadas pela Prefeitura de Jaguaré em 22 de setembro de 2026. Os volumes, a área atendida e o número de participantes são registros e projeções do projeto escolar. Não foi divulgada uma medição independente da quantidade de composto efetivamente produzida.

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