Valor do Agro
← Voltar ao portalMercado

Plano Safra amplia crédito e facilita modernização da irrigação

Plano Safra 2026/2027 destina R$ 110,3 bilhões a investimentos e pode ampliar projetos de irrigação, modernização rural e uso eficiente da água nas propriedades.

Redação Valor do Agro06/08/20264 min de leitura
Plano Safra amplia crédito e facilita modernização da irrigação
Imagem ilustrativa gerada por IA

Programa disponibiliza R$ 110,3 bilhões para investimentos que podem ampliar a eficiência hídrica, reduzir desperdícios e preparar propriedades para os desafios climáticos

O Plano Safra 2026/2027 entrou em vigor em 1º de julho com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O volume de recursos abre novas possibilidades para investimentos em infraestrutura, tecnologia e modernização das propriedades.

Do total anunciado pelo Governo Federal, R$ 414,7 bilhões serão direcionados às operações de custeio e comercialização. Outros R$ 110,3 bilhões estarão disponíveis para projetos de investimento, incluindo iniciativas relacionadas à implantação, ampliação ou modernização de sistemas de irrigação.

Para especialistas do setor, o crédito pode ajudar produtores a estruturar projetos capazes de gerar resultados durante vários ciclos produtivos, especialmente diante da maior irregularidade das chuvas e da necessidade de utilizar os recursos naturais com mais eficiência.

Irrigação amplia segurança para a produção rural

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor-executivo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani, os financiamentos destinados a investimentos permitem realizar melhorias estruturais que permanecem na propriedade por muitos anos.

“É comum que a prioridade seja resolver as demandas imediatas da produção. Mas, quando surge uma oportunidade de investimento, vale a pena pensar no longo prazo. Um sistema de irrigação bem planejado melhora a eficiência da propriedade durante vários ciclos produtivos e ajuda o produtor a enfrentar os desafios do clima com mais segurança”, afirma.

A irrigação deixou de ser utilizada apenas para suprir a falta de chuva. Atualmente, integra a gestão das propriedades ao contribuir para maior regularidade da produção, aproveitamento da área cultivada e aplicação mais eficiente da água.

Projeto deve considerar a realidade de cada propriedade

Antes de escolher os equipamentos, o produtor precisa avaliar a disponibilidade e a qualidade da água, o tipo de solo, o relevo, a cultura cultivada e os objetivos econômicos da atividade.

Mesmo propriedades que trabalham com a mesma cultura podem exigir soluções diferentes. Por isso, o dimensionamento técnico deve considerar as condições específicas de cada área.

“Às vezes, dois produtores cultivam a mesma cultura, mas precisam de soluções completamente diferentes. O projeto deve ser desenvolvido de acordo com a realidade de cada propriedade. É esse planejamento que garante mais eficiência e melhor retorno sobre o investimento”, explica Torezani.

O levantamento antecipado das informações também facilita a contratação do financiamento e reduz o risco de alterações durante a execução da obra.

Planejamento evita custos e atrasos

Além da disponibilidade de crédito, o sucesso do investimento depende da elaboração de um projeto técnico adequado. Definir prioridades e calcular as necessidades da lavoura antes da compra dos equipamentos pode evitar desperdícios, custos adicionais e atrasos.

O planejamento também permite que o sistema seja instalado e testado antes do período de maior demanda hídrica. Dessa forma, a estrutura poderá estar pronta para operar quando a próxima safra exigir.

Investir em irrigação, segundo o especialista, não significa apenas instalar bombas, tubulações ou emissores. A estrutura deve ser capaz de acompanhar a expansão da propriedade e as necessidades futuras das culturas.

Tecnologia ajuda a aplicar água na quantidade correta

Os sistemas modernos de irrigação buscam fornecer água de maneira localizada, uniforme e compatível com a necessidade das plantas.

“A irrigação moderna não está relacionada ao aumento do consumo de água. O objetivo é aplicar a quantidade certa, no momento correto e onde a cultura realmente precisa”, destaca Torezani.

Quando dimensionada e manejada adequadamente, a tecnologia pode reduzir perdas, melhorar o desempenho das lavouras e oferecer maior previsibilidade ao produtor. O resultado, entretanto, depende do acompanhamento técnico, da manutenção dos equipamentos e do monitoramento das condições do solo e do clima.

Plano Safra estabelece novos critérios ambientais

O Plano Safra 2026/2027 também trouxe mudanças nas regras de acesso ao crédito rural. Entre elas está a restrição ao uso de recursos subsidiados em projetos que prevejam a supressão de vegetação nativa.

O programa também amplia as exigências de transparência sobre a origem dos recursos utilizados nas operações financeiras. As medidas buscam aproximar o financiamento rural das práticas de conservação ambiental e do uso responsável dos recursos naturais.

Nesse cenário, projetos voltados à eficiência hídrica podem ganhar espaço no planejamento das propriedades, principalmente em regiões sujeitas a estiagens, chuvas irregulares e aumento da demanda por água.

Com sede em Linhares, no Espírito Santo, a Hydra Irrigações atua há quase três décadas no desenvolvimento e na implantação de projetos de irrigação. A empresa foi a primeira revenda da Netafim no Brasil.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Hydra Irrigações, com informações do Plano Safra 2026/2027.

Compartilhe esta matériaLeve informação de qualidade a quem movimenta o agro.