IBGE reduz em 1,2% previsão de safra de café do Brasil com ajuste nos canéforas
Estimativa recua ante maio, mas ainda aponta recorde de 66 milhões de sacas e crescimento de 14,7% sobre 2025.

O IBGE revisou para 66 milhões de sacas de 60 quilos a estimativa da produção brasileira de café em 2026. O número divulgado no levantamento de junho ficou 1,2% abaixo da projeção de maio, mas ainda representa crescimento de 14,7% sobre 2025 e mantém a perspectiva de recorde na série histórica iniciada em 2002.
A mudança mensal foi puxada pelo café canephora, grupo que reúne Conilon e Robusta. A previsão passou para 21,6 milhões de sacas, queda de 3,6% em relação ao levantamento anterior. Mesmo com o ajuste, o volume projetado permanece 3% acima do registrado no ano passado.
Para o arábica, o instituto manteve a estimativa praticamente estável em 44,4 milhões de sacas. Segundo o levantamento, as condições climáticas favoreceram as lavouras do Centro-Sul e a bienalidade positiva contribui para o avanço esperado na comparação anual.
Para produtores e agentes de mercado, a revisão indica a necessidade de acompanhar o ritmo efetivo da colheita, a produtividade e a qualidade dos lotes. A redução frente a maio não elimina a expectativa de uma safra nacional elevada, mas mostra que os números ainda podem ser ajustados conforme novas informações chegam ao levantamento oficial.
