Pós-colheita do conilon exige revisão do sistema de irrigação
Fim da colheita do conilon é o momento de revisar bombas, filtros, tubulações e gotejadores. A manutenção preventiva reduz desperdícios e prepara a irrigação para a próxima safra.

Manutenção preventiva de bombas, filtros, tubulações e gotejadores reduz desperdícios e prepara a lavoura para a próxima safra
Com a colheita do café conilon entrando na reta final em diversas regiões produtoras do Brasil, começa uma etapa importante dentro das propriedades: o planejamento do próximo ciclo.
Além dos cuidados com a lavoura após a retirada dos frutos, o produtor deve avaliar o estado do sistema de irrigação. A revisão antecipada permite corrigir desgastes, evitar desperdícios de água e energia e reduzir o risco de interrupções nos momentos de maior demanda hídrica.
Segundo o engenheiro agrônomo e diretor-executivo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani, o intervalo entre as safras oferece mais tempo para identificar falhas, realizar manutenções e planejar melhorias.
“Durante a colheita, a prioridade é tirar o café da lavoura. Quando essa etapa termina, é hora de olhar para a irrigação”, afirma.
1. Adiar a revisão dos equipamentos
Um dos principais erros é deixar a inspeção para quando a irrigação voltar a ser necessária.
Bombas, filtros, válvulas, conexões, tubulações e emissores trabalharam durante todo o ciclo e podem apresentar desgaste, perda de pressão ou danos que não são facilmente percebidos durante a rotina da colheita.
A revisão logo após a safra oferece tempo para localizar o problema, adquirir componentes e executar os reparos sem comprometer o cronograma da propriedade.
“Manutenção preventiva sempre custa menos do que manutenção corretiva”, ressalta Torezani.
2. Ignorar vazamentos e gotejadores entupidos
Pequenos vazamentos e emissores obstruídos comprometem a uniformidade da aplicação. Enquanto algumas plantas podem receber água em excesso, outras permanecem com uma quantidade inferior à necessária.
O problema também aumenta o consumo de água e pode elevar os gastos com energia.
A recomendação é percorrer os setores irrigados, observar possíveis perdas de pressão, verificar as conexões e avaliar o funcionamento dos gotejadores.
Também é importante identificar as causas das obstruções antes de realizar qualquer procedimento de limpeza. Qualidade da água, presença de sedimentos, matéria orgânica e formação de depósitos minerais podem exigir soluções diferentes.
3. Deixar o sistema parado sem os cuidados necessários
Quando parte da estrutura ficará sem funcionamento por algum tempo, o sistema deve ser preparado para esse período.
Entre os procedimentos estão a limpeza das linhas, a lavagem dos filtros e a proteção dos componentes elétricos e hidráulicos. Os cuidados ajudam a evitar acúmulo de resíduos, corrosão e danos provocados pela exposição ao ambiente.
A forma correta de paralisação dependerá do tipo de equipamento e das condições da propriedade. Por isso, o produtor deve seguir as orientações do fabricante e do responsável técnico.
Antes de retomar a operação, também é necessário conferir as condições das bombas, painéis, filtros e emissores.
4. Não analisar o desempenho da última safra
O encerramento da colheita permite avaliar como a irrigação respondeu às necessidades da lavoura.
O produtor pode observar se ocorreram diferenças no desenvolvimento das plantas, falhas de aplicação, perda de uniformidade ou setores que exigiram intervenções frequentes.
Os registros de consumo de água e energia, tempo de funcionamento e ocorrências de manutenção ajudam a identificar oportunidades de melhoria.
“Cada safra traz informações importantes. Quando o produtor aproveita esse momento para fazer uma análise, consegue tomar decisões mais assertivas no ciclo seguinte”, explica Torezani.
A avaliação deve considerar também o manejo adotado, a disponibilidade hídrica e as condições do solo. Nem sempre uma diferença encontrada na lavoura está relacionada exclusivamente ao equipamento.
5. Planejar ampliações somente durante a safra
Deixar modernizações e obras para quando a próxima safra já estiver em andamento pode provocar atrasos e interferir na rotina da propriedade.
O período pós-colheita é mais adequado para avaliar a ampliação da área irrigada, automatizar setores, instalar novos equipamentos ou construir estruturas de armazenamento de água.
As intervenções precisam considerar a disponibilidade hídrica, a capacidade das bombas, o dimensionamento das tubulações, a energia disponível e as exigências ambientais aplicáveis à captação e ao uso da água.
Com planejamento, o sistema poderá estar instalado, testado e regulado antes do próximo período de maior necessidade.
Prevenção reduz custos e aumenta a segurança
A manutenção preventiva pode prolongar a vida útil dos equipamentos, melhorar a uniformidade da irrigação e reduzir as perdas de água e energia.
Ela também diminui o risco de paradas durante fases importantes para o desenvolvimento, a florada e a formação da próxima produção.
“O sistema de irrigação faz parte do patrimônio da propriedade. Quando existe planejamento, o produtor inicia a próxima safra com muito mais segurança e eficiência”, conclui Torezani.
A inspeção e os procedimentos técnicos devem ser realizados por profissionais capacitados, especialmente quando envolverem painéis elétricos, bombas, produtos para limpeza química ou alterações no projeto hidráulico.
Fonte: Hydra Irrigações.
