Cafés das Montanhas de Minas ganham espaço com qualidade e identidade de origem
Produção artesanal e agricultura familiar sustentam lotes especiais reconhecidos em concursos e novas oportunidades de mercado.

A cafeicultura das Montanhas de Minas vem consolidando uma identidade apoiada em produção familiar, manejo artesanal e diversidade sensorial. Lotes da região são associados a perfis adocicados, cítricos, caramelados e achocolatados, características que ampliam as possibilidades de diferenciação no mercado de especiais.
Em julho, cafés selecionados no 9º Cupping do programa de Assistência Técnica e Gerencial foram reunidos em um blend apresentado pelo Sistema Faemg Senar. A iniciativa usa a degustação como vitrine para produtores que investem em qualidade e profissionalização.
Um dos exemplos citados é o de uma família de Manhuaçu que produz café há quatro gerações e passou a direcionar esforços para qualidade a partir de 2019. A mudança envolve atenção à colheita, secagem, armazenamento, análise sensorial e gestão da atividade.
Para propriedades do Leste de Minas, a valorização por origem depende de consistência entre safras. Separar lotes, registrar processos e conhecer o perfil de bebida cria base para negociar com compradores que remuneram qualidade, sem perder de vista custo e rendimento da produção.
