Valor do Agro
← Voltar ao portalMercado

Mamão havaí reage no Sul da Bahia e fica estável no Norte do Espírito Santo

Mamão havaí sobe 5% no Sul da Bahia e permanece estável no Norte do Espírito Santo. Menor oferta favorece os preços, mas manchas fisiológicas afetam a qualidade.

Tiago Francisco de Jesus14/09/20264 min de leitura
Mamão havaí reage no Sul da Bahia e fica estável no Norte do Espírito Santo
Imagem ilustrativa gerada por IA

Menor oferta elevou a cotação sul-baiana para R$ 1,73 por quilo, enquanto problemas de qualidade ainda limitam a comercialização nas duas regiões

Redação Valor do Agro

O preço do mamão havaí voltou a subir no Sul da Bahia entre os dias 7 e 11 de setembro, depois da desvalorização observada no fim de agosto e no começo deste mês. No Norte do Espírito Santo, a cotação permaneceu estável.

No mercado sul-baiano, o havaí tipo 12-18 foi comercializado, em média, a R$ 1,73 por quilo. O valor representa uma alta de 5% em relação à primeira semana de setembro, segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea.

No Norte capixaba, a mesma variedade foi negociada a R$ 1,57 por quilo, mantendo o patamar da semana anterior.

A diferença entre as duas praças chegou a R$ 0,16 por quilo. Com isso, a média registrada no Sul da Bahia ficou aproximadamente 10,2% acima da observada no Norte do Espírito Santo.

Temperaturas amenas reduziram a oferta

De acordo com colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, a recuperação no mercado baiano ocorreu principalmente pela redução da disponibilidade de frutos.

As temperaturas mais amenas e a maior presença de nebulosidade desaceleraram o processo de maturação dos mamões no campo. Com menos fruta atingindo o ponto de colheita, a oferta ficou mais controlada e permitiu uma reação das cotações.

Condição semelhante foi relatada no Norte do Espírito Santo, onde o aumento da oferta vinha pressionando os preços nas semanas anteriores. A desaceleração da maturação ajudou a interromper o movimento de queda, mas ainda não foi suficiente para provocar valorização.

A relação entre temperatura e disponibilidade exige atenção dos produtores. Períodos mais quentes tendem a acelerar a maturação e aumentar o volume disponível para comercialização. Quando a entrada da fruta no mercado cresce mais rapidamente que a demanda, os preços podem voltar a ser pressionados.

Manchas prejudicam a qualidade dos frutos

Apesar da melhora nos preços, produtores das duas regiões continuam enfrentando problemas relacionados à qualidade.

O levantamento aponta o aparecimento de manchas fisiológicas associadas às mudanças de temperatura registradas no começo de setembro. Essas alterações na aparência podem reduzir a classificação comercial da fruta e limitar o valor obtido pelo produtor, mesmo quando a oferta está menor.

As cotações divulgadas representam médias apuradas junto a colaboradores para uma variedade, classificação e período específicos. O preço efetivamente recebido em cada negociação pode variar conforme tamanho, qualidade, padrão, volume, destino e condições do mercado.

Previsão atualizada indica instabilidade

A avaliação inicial do Hortifrúti/Cepea indicava possibilidade de elevação das temperaturas, aceleração da maturação e novo aumento da oferta, movimento que poderia voltar a pressionar os preços.

A previsão meteorológica atualizada, porém, recomenda cautela com essa tendência. O Instituto Nacional de Meteorologia informou que as instabilidades devem avançar sobre o Espírito Santo e o extremo sul da Bahia na quarta-feira, 16 de setembro.

Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas, além de aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nas áreas próximas à divisa entre os dois estados, incluindo a região de Teixeira de Freitas. No Espírito Santo, o alerta alcança todo o Estado. Confira a previsão do Inmet.

Com a alternância entre aquecimento, nebulosidade e possibilidade de chuva, o comportamento da oferta permanece incerto. A direção dos preços dependerá do ritmo real de maturação e colheita, da qualidade dos frutos disponíveis e da demanda nos centros consumidores.

Fonte e transparência: matéria elaborada pela Redação Valor do Agro com base no levantamento semanal do Hortifrúti/Cepea, referente ao período de 7 a 11 de setembro de 2026, e na previsão publicada pelo Inmet em 14 de setembro. A diferença percentual entre as duas praças foi calculada pelo Valor do Agro a partir das médias divulgadas.

Compartilhe esta matériaLeve informação de qualidade a quem movimenta o agro.