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Frango resfriado chega a R$ 7,87/kg em São Paulo com demanda aquecida

Frango resfriado chegou a R$ 7,87/kg no atacado paulista, sustentado pela demanda interna. Indústria também ampliou a procura por novos lotes de aves.

Tiago Francisco de Jesus15/09/20264 min de leitura
Frango resfriado chega a R$ 7,87/kg em São Paulo com demanda aquecida
Imagem ilustrativa gerada por IA

Preço no atacado avançou após o pagamento de salários e o feriado de 7 de Setembro; procura da indústria por novos lotes de frango vivo também aumentou

Por Redação Valor do Agro

O preço médio do frango resfriado chegou a R$ 7,87 por quilo no atacado paulista em 14 de setembro, segundo o indicador Cepea/Esalq. A cotação avançou 1,42% no dia e manteve o movimento de valorização observado desde o começo do mês.

A reação foi impulsionada pelo aumento do consumo após o recebimento de salários e pelas compras realizadas em torno do feriado de 7 de Setembro. Com a demanda mais firme, os preços da carne subiram em diferentes regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No dia 10 de setembro, tanto o frango congelado quanto o resfriado eram negociados, em média, a R$ 7,74/kg em São Paulo. Naquela data, o congelado acumulava valorização de 5,74% no mês, enquanto o resfriado registrava avanço de 6,17%.

A atualização para R$ 7,87/kg no dia 14 representa um aumento adicional de aproximadamente 1,7% para o frango resfriado em relação ao valor registrado quatro dias antes.

Os dados se referem ao produto negociado no atacado paulista e não representam necessariamente o preço encontrado pelo consumidor no varejo.

Indústria aumenta procura por frango vivo

A melhora nas vendas da carne também alcançou as etapas anteriores da cadeia produtiva. Com maior necessidade de matéria-prima, frigoríficos ampliaram a procura por novos lotes de frango vivo.

Segundo o levantamento do Cepea reproduzido por veículos especializados, esse movimento sustentou a valorização do animal vivo no estado de São Paulo.

O boletim não apresenta, entretanto, valores atualizados do frango vivo nem detalha a variação registrada em cada região produtora. Por isso, não é possível medir apenas com essas informações quanto da alta no atacado chegou efetivamente ao avicultor.

Também não foram apresentados dados sobre custos de alimentação, energia, alojamento ou transporte. A valorização da carne, portanto, não deve ser interpretada automaticamente como aumento de margem para o produtor.

Oferta nacional permanece elevada

A reação dos preços ocorre em um período de produção elevada. O Brasil abateu 1,69 bilhão de frangos no segundo trimestre de 2026, crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado foi o maior já registrado para um segundo trimestre. Na comparação com os três primeiros meses de 2026, porém, houve redução de 1,2%.

Esse volume ajuda a dimensionar o equilíbrio que continuará influenciando as cotações: a demanda apresentou melhora no início de setembro, mas a disponibilidade de carne segue elevada. A continuidade da valorização dependerá do ritmo de consumo, da necessidade de recomposição dos estoques e da oferta de aves para abate.

Exportações também cresceram

O mercado externo adiciona outro elemento à demanda pela produção brasileira. Em agosto, o país exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

A receita alcançou US$ 997,9 milhões, crescimento de 42,7% na comparação anual. Foi o segundo maior faturamento mensal da série histórica, atrás somente de maio de 2026.

De janeiro a agosto, os embarques somaram 3,921 milhões de toneladas, alta de 15,5% sobre igual período do ano anterior. A receita acumulada chegou a US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9%, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal.

Os números mostram demanda externa firme, mas não permitem concluir isoladamente que as exportações foram responsáveis pela alta do atacado no começo de setembro. O Cepea relacionou o movimento observado no período principalmente ao fortalecimento do consumo doméstico.

Valores não devem ser extrapolados ao Espírito Santo

As cotações divulgadas referem-se ao mercado paulista. As fontes consultadas não apresentam um preço equivalente para o Espírito Santo nem detalham o comportamento dos negócios entre produtores e frigoríficos capixabas.

Para avaliar a situação regional, é necessário acompanhar preços locais do frango vivo, custos de ração, disponibilidade de animais, escalas de abate e condições comerciais praticadas pelas empresas compradoras.

Fonte e transparência

Matéria elaborada pela Redação Valor do Agro com base em dados do Cepea/Esalq, reproduzidos pela Feed&Food e pelo Notícias Agrícolas, além de informações do IBGE e da Associação Brasileira de Proteína Animal. Consulta realizada em 15 de setembro de 2026. Não houve entrevista ou levantamento próprio de preços.

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