Chuva pode chegar a 150 mm no Rio Grande do Sul; tempo firme predomina no interior do país
Chuva pode chegar a 150 mm no centro do Rio Grande do Sul, com risco de tempestades e granizo. Espírito Santo terá baixos acumulados, e o tempo firme predominará no interior do país.

Previsão do Inmet para 10 a 17 de agosto indica risco de tempestades e granizo no Sul, enquanto áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste permanecem com pouca ou nenhuma chuva
A semana de 10 a 17 de agosto será marcada por forte contraste nas condições do tempo no Brasil. Enquanto o Rio Grande do Sul poderá registrar tempestades e acumulados de até 150 milímetros, grande parte do interior do país deverá permanecer com tempo firme.
Segundo a previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores volumes de chuva deverão se concentrar nas regiões Sul e Norte. No Nordeste, Centro-Oeste e em grande parte do Sudeste, a expectativa é de baixos acumulados ou ausência de precipitações.
Os produtores devem acompanhar diariamente as atualizações e os avisos meteorológicos oficiais do Inmet, pois a localização e a intensidade das tempestades podem mudar ao longo da semana.
Rio Grande do Sul pode ter tempestades e granizo
O Rio Grande do Sul concentra a maior previsão de chuva do período. Áreas da região central do estado poderão acumular até 150 milímetros.
Também há possibilidade de tempestades, chuva intensa e queda isolada de granizo, condições que exigem atenção dos produtores durante operações de colheita, aplicação de defensivos, transporte e manejo dos animais.
A semana começa com maior estabilidade no estado e em boa parte de Santa Catarina, devido à atuação de um sistema de alta pressão. Posteriormente, a propagação de um cavado deverá favorecer a formação de novas áreas de instabilidade.
O cavado é uma região alongada de baixa pressão atmosférica que pode contribuir para a formação de nuvens carregadas e ocorrência de chuva.
Em Santa Catarina e no sul do Paraná, os acumulados poderão chegar a aproximadamente 30 milímetros.
Espírito Santo pode registrar chuva no início da semana
Na Região Sudeste, o tempo deverá permanecer estável em grande parte de Minas Gerais e no norte de São Paulo.
A previsão indica possibilidade de chuva no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em áreas do sul e leste de São Paulo, principalmente durante a primeira metade da semana.
Nesses locais, os acumulados deverão ficar próximos de 10 milímetros. Apesar do volume reduzido, a chuva poderá provocar interrupções pontuais em atividades realizadas a céu aberto.
Nas áreas em que o tempo firme persistir, produtores devem observar as condições de umidade do solo antes de realizar plantios, adubações ou outras operações que dependam da disponibilidade de água.
Norte terá chuva mais concentrada no Acre e Amazonas
Na Região Norte, os maiores volumes são previstos entre o Acre e o Amazonas. Os acumulados poderão superar pontualmente 40 milímetros durante a semana.
No oeste amazonense, a chuva também poderá alcançar esse patamar. No litoral do Pará, no Amapá e em Roraima, os volumes deverão ficar próximos de 10 milímetros.
Nas demais áreas da região, são esperadas precipitações pouco significativas, com acumulados de até 5 milímetros. No centro-sul do Tocantins, não há previsão de chuva.
Chuva fica restrita ao litoral do Nordeste
Na Região Nordeste, as precipitações deverão se concentrar na faixa litorânea. Os maiores volumes são esperados entre o Recôncavo Baiano e Sergipe, com acumulados pontuais próximos de 20 milímetros.
Nas demais áreas do litoral nordestino, a chuva não deverá ultrapassar 10 milímetros durante a semana.
O interior da região permanecerá sem precipitação significativa, prolongando as condições de tempo seco.
Centro-Oeste terá predomínio de tempo firme
O tempo estável deverá prevalecer no Distrito Federal, em Goiás e na maior parte de Mato Grosso.
No noroeste mato-grossense, há possibilidade de chuva fraca, com acumulados próximos de 3 milímetros.
A exceção será o centro-sul de Mato Grosso do Sul, onde os volumes poderão alcançar aproximadamente 20 milímetros, influenciados pelas instabilidades que atuarão sobre a Região Sul.
Condições exigem atenção dos produtores
No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva poderá dificultar o acesso às lavouras, atrasar operações mecanizadas e aumentar o risco de erosão e alagamentos em áreas vulneráveis. Estruturas rurais e animais também devem ser protegidos diante da possibilidade de tempestades e granizo.
Nas regiões com tempo firme, as condições podem favorecer colheitas e operações de campo. Entretanto, a ausência prolongada de precipitação exige acompanhamento da umidade do solo e planejamento do uso da irrigação.
Como a previsão representa uma estimativa para sete dias, agricultores devem consultar os alertas e boletins atualizados antes de tomar decisões operacionais.
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
