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ES lança Plano de Crédito de R$ 11,3 bilhões com foco em mitigação climática e sustentabilidade

O governo do Espírito Santo projeta injetar R$ 11,3 bilhões no agronegócio capixaba durante o ano-safra 2026/2027.

Redação Valor do Agro21/07/20262 min de leitura
ES lança Plano de Crédito de R$ 11,3 bilhões com foco em mitigação climática e sustentabilidade
Imagem ilustrativa gerada por IA

O governo do Espírito Santo projeta injetar R$ 11,3 bilhões no agronegócio capixaba durante o ano-safra 2026/2027. O Plano de Crédito Rural, lançado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), foca na resiliência produtiva contra o fenômeno El Niño e na conservação ambiental.A meta global de R$ 11,3 bilhões representa um avanço em relação ao ciclo anterior, quando o estado aplicou R$ 9,22 bilhões em financiamentos (93,9% da meta de R$ 9,8 bilhões).

Estrutura do Funding e Alocação de RecursosO volume total de recursos prevê a distribuição entre diferentes perfis de produtores e instrumentos de financiamento de mercado: Agricultura Não Familiar (Médios e Grandes): R$ 6,6 bilhões. Agricultura Familiar: R$ 3,4 bilhões. Cédula de Produtor Rural (CPR): R$ 1,3 bilhão via mercado de capitais agro. Volume total de contratos previstos: 49,1 mil operações agropecuárias.

Alocação por Linhas de Financiamento: [R$ 6,6 Bi] ■■■■■■■■■■■■■■ 58.4% - Agricultura Não Familiar [R$ 3,4 Bi] ■■■■■■■ 30.1% - Agricultura Familiar [R$ 1,3 Bi] ■■■ 11.5% - Cédula de Produtor Rural (CPR)

Mitigação de Risco Climático como Eixo Central. O novo plano prioriza a segurança hídrica e o manejo de solo devido às pressões climáticas. Entre os mecanismos operacionais de proteção ao produtor destacam-se: Gestão de Passivos e Seguros: Acordos prévios com os bancos para prorrogação de parcelas e acionamento célere de seguro rural em áreas afetadas pelo El Niño. Subvenção e Bônus de Adimplência: Linha estadual para pequenas barragens com taxas reduzidas. Sete operações já foram contratadas, somando R$ 825,7 mil e gerando 112 mil m³ de capacidade de armazenamento. Crédito Verde: Indução de aportes em sistemas de irrigação eficiente, cultivo protegido e adoção de sementes e tecnologias adaptadas ao estresse térmico.

Setores Estratégicos Priorizados Os desembolsos serão direcionados preferencialmente para cadeias de alto valor agregado e vulnerabilidade hídrica: Culturas de Exportação e Abastecimento: Cafeicultura, fruticultura e especiarias. Proteína e Pesca: Pecuária de leite e atividade pesqueira. Infraestrutura: Sistemas de irrigação sustentável e transição para cultivo protegido. O plano é coordenado pela Seag e executado em consórcio com as principais forças financeiras do estado, incluindo Banestes, Sicoob, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica, Cresol, Sicredi e Bandes.

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