Campo do Amanhã prepara investimentos para resiliência climática e acesso a mercados
Programa em preparação prevê US$ 148 milhões para fortalecer a agricultura familiar, ampliar a resiliência climática, modernizar propriedades e melhorar o acesso aos mercados no Espírito Santo.

O Espírito Santo prepara uma nova etapa de investimentos no desenvolvimento rural com o programa Campo do Amanhã. A iniciativa foi desenhada para fortalecer a resiliência climática das propriedades, ampliar o acesso dos produtores aos mercados e apoiar principalmente a agricultura familiar capixaba.
A estimativa oficial é de US$ 148 milhões em financiamento. Desse total, US$ 118 milhões estão previstos em operação com o Banco Mundial, por meio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), e US$ 29,7 milhões correspondem à contrapartida do Governo do Estado.
A Carta Consulta foi apresentada no segundo semestre de 2025 e aprovada na 182ª reunião da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), realizada em 18 de setembro. Essa aprovação autorizou o avanço da preparação, mas não significa que todo o recurso já esteja liberado ou disponível para contratação pelos produtores.
O programa permanece na fase de estruturação técnica, institucional, financeira, ambiental, social e fiduciária junto ao Banco Mundial. A coordenação é da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com participação do Incaper e do Idaf, e a execução é projetada para aproximadamente seis anos.
Entre as ações previstas estão a modernização dos sistemas produtivos, a recuperação de áreas degradadas, a adoção de tecnologias, a qualificação da infraestrutura rural e o apoio a negócios sustentáveis. O objetivo é combinar ganho de produtividade, conservação dos recursos naturais e melhores condições de comercialização.
A página oficial informa que o programa está organizado em componentes estratégicos e apresenta três frentes pelo nome: inovação, adoção tecnológica e negócios rurais sustentáveis; acesso rural produtivo e resiliente; e gestão do projeto com fortalecimento institucional. Os detalhes operacionais de cada frente ainda serão consolidados durante a preparação.
Nesta etapa, ainda não foram publicados calendário de adesão, lista de municípios, critérios de seleção ou formulários para participação direta dos agricultores. Produtores, associações e cooperativas devem acompanhar os canais oficiais da Seag para evitar informações prematuras e conhecer as regras quando forem divulgadas.
A preparação também inclui a contratação de especialistas para aquisições e contratos, monitoramento e avaliação, além de padrões ambientais e sociais. Esses mecanismos serão importantes para transformar o financiamento em entregas verificáveis no campo, com transparência e acompanhamento dos resultados.
