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Escalada protecionista: EUA impõem nova tarifa de 12,5% e produtos não isentos enfrentam barreira de 37,5%

O governo dos Estados Unidos ampliou a ofensiva protecionista ao aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre as importações provenientes do Brasil e de outras 60 economias.

Redação Valor do Agro27/07/20263 min de leitura
Escalada protecionista: EUA impõem nova tarifa de 12,5% e produtos não isentos enfrentam barreira de 37,5%
Imagem ilustrativa gerada por IA

O governo dos Estados Unidos ampliou a ofensiva protecionista ao aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre as importações provenientes do Brasil e de outras 60 economias [24/07/2026]. Como a medida é independente da sobretaxa de 25% anunciada no início do mês [15/07/2026], os produtos que não figuram nas listas de exceção passam a acumular uma barreira alfandegária de 37,5 pontos percentuais para acessar o mercado norte-americano.

Para o produtor rural capixaba, o impacto é misto: o recrudescimento atinge em cheio as cadeias de proteína animal, mas preserva as principais commodities agrícolas do estado.

O Mapa das Isenções: Onde o Produtor Está Blindado

As articulações técnico-comerciais e a consolidação de listas de exceção baseadas na Seção 301 da legislação norte-americana pouparam o núcleo duro da pauta agroexportadora do Espírito Santo. Estão livres de ambas as tarifas (0% de acréscimo):

  • Complexo Cafeeiro: Café verde, torrado, descafeinado e solúvel.
  • Especiarias e Frutas: Pimenta-do-reino, gengibre e mamão in natura.
  • Bovinocultura e Silvicultura: Carne bovina e celulose.

Margens Sob Pressão: O Gargalo para Avicultura e Pescados

O sinal de alerta máximo foi aceso para os setores de proteína animal integrada e aquicultura, que perderam competitividade imediata no corredor norte-americano devido ao acúmulo tarifário:

┌────────────────────────────────────────────────────────┐ │ MATRIZ DE IMPACTO TARIFÁRIO NOS EUA │ ├────────────────────────────────────────────────────────┤ │ [Avicultura de Corte e Postura] ──► 25% + 12,5% = 37,5%│ │ [Setor de Pescados (Dependendo do NCM)] ──► Até 37,5% │ └────────────────────────────────────────────────────────┘

  • Avicultura (Corte e Ovos): Sem qualquer mecanismo de salvaguarda, enfrentará a alíquota cheia de 37,5%, pressionando as margens de integradores e criadores.
  • Pescados: Embora tenham obtido isenção parcial na primeira sobretaxa de 25%, os exportadores capixabas de peixes foram integralmente atingidos pela nova cobrança de 12,5%, vinculada a regras de prevenção ao trabalho forçado.

Histórico de Volatilidade: A Transição das Barreiras (2025-2026)

De acordo com a gerência de dados da Secretaria de Agricultura do ES (Seag), o atual ciclo de incertezas exige que o produtor invista em inteligência de mercado para diluir riscos logísticos:

  1. O Ciclo de 2025: Início com tarifa global de 10% somada a uma sobretaxa de 40%, gerando custos adicionais de até 50% que foram posteriormente derrubados na Justiça norte-americana.
  2. A Estratégia Atual (2026): O governo dos EUA substituiu as medidas gerais por investigações focadas por produto (Seção 301), gerando o atual duplo imposto (25% + 12,5%).

A Secretaria de Agricultura (Seag) defende que o Ministério da Agricultura (Mapa) e o Itamaraty liderem negociações bilaterais para revisar o enquadramento da avicultura e dos pescados. Para os produtores capixabas fora da lista de isenção, a palavra de ordem é a aceleração da diversificação de mercados, direcionando excedentes para compradores na Europa e na Ásia.

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